Janeiro é tradicionalmente o mês de maior movimento no mercado de aluguel por temporada no Brasil. Com as férias escolares e o fluxo intenso de turistas em cidades litorâneas e destinos de veraneio, cresce a procura por casas e apartamentos para estadias de curta duração. No entanto, junto com a alta demanda, aumentam também os casos de fraudes, anúncios falsos e conflitos entre proprietários, hóspedes e condomínios.
Durante as férias de verão, plataformas digitais e redes sociais concentram milhares de anúncios de imóveis, muitos voltados para famílias e grupos maiores. Nesse cenário aquecido, não é raro surgirem golpes envolvendo reservas inexistentes, imóveis que não correspondem às fotos divulgadas ou até locações realizadas sem autorização do condomínio.
Segundo a advogada Dra. Siglia Azevedo, especialista em Direito Imobiliário, janeiro é considerado um período especialmente sensível. “As férias concentram um volume muito grande de negociações em pouco tempo. Isso favorece a atuação de golpistas e aumenta o número de conflitos, tanto por fraudes quanto pelo descumprimento de regras condominiais”, explica.
Além dos golpes, outro ponto de atenção envolve os condomínios que possuem restrições específicas para locações de curto prazo. De acordo com a especialista, muitos proprietários e locatários só tomam conhecimento dessas normas quando o problema já está instalado, resultando em multas, advertências ou até impedimento de acesso ao imóvel.
“Antes de fechar qualquer reserva, é fundamental verificar se a locação por temporada é permitida no condomínio. Muitos edifícios impõem limites claros, especialmente em relação à quantidade de pessoas, duração da estadia e realização de festas”, alerta a advogada Siglia Azevedo.
A segurança da transação também merece atenção redobrada. Preços muito abaixo do mercado, pedidos de pagamento integral antecipado e ausência de contrato formal são sinais clássicos de alerta. “Quando o anunciante evita fornecer informações completas ou se recusa a formalizar a locação, o risco de golpe é alto. A falta de contrato e de comprovantes deixa o consumidor totalmente vulnerável”, ressalta.
A orientação da especialista é priorizar plataformas reconhecidas, solicitar vídeos recentes do imóvel, confirmar a identidade do proprietário por meio de CPF ou CNPJ, buscar referências de outros hóspedes e evitar pagamentos por meios que não permitam rastreamento.
Para os proprietários, a recomendação é atuar de forma preventiva: comunicar previamente a administração do condomínio, cadastrar os hóspedes conforme as regras internas e estabelecer cláusulas claras no contrato. “A transparência e a prevenção são essenciais. Quem se antecipa reduz significativamente o risco de conflitos, multas e responsabilização por eventuais danos”, reforça a Dra. Siglia Azevedo.
Em plena alta temporada de férias, a principal orientação é não agir por impulso. Conferir informações, checar mais de uma fonte e formalizar a locação por escrito são medidas simples que garantem mais segurança jurídica e ajudam hóspedes e proprietários a aproveitarem o período de descanso sem transtornos.
Sobre a Dra. Siglia Azevedo
Com mais de 15 anos de experiência, a advogada Siglia Azevedo é especialista em direito imobiliário e referência em mediação de conflitos condominiais. Mestre em sistemas de resolução de conflitos e doutoranda em direito civil, atua com foco em soluções extrajudiciais, oferecendo agilidade e eficácia na gestão jurídica. Sua abordagem humanizada e preventiva já impactou positivamente centenas de condomínios e escritórios jurídicos. Palestrante requisitada, Siglia também contribui para a formação de profissionais mais preparados e comprometidos com a convivência harmônica nos espaços urbanos.
Instagram: Siglia Azevedo https://www.instagram.com/siglia.azevedo/
Fonte: Assessoria de Comunicação – Duda Comunicação









