Exposição Tramas da Alma revela criatividade de alunos da rede pública

Os artistas mirins da rede pública de ensino protagonizaram um momento de sensibilidade, técnica e criatividade durante a abertura da exposição Tramas da Alma, realizada no Alameda Shopping, em Taguatinga. Desenvolvida na sala de recursos da Escola Classe (EC) 63 de Ceilândia, voltada ao atendimento educacional especializado para estudantes com altas habilidades/superdotação (AEE-AH/SD), a mostra reúne obras produzidas por alunos da rede pública do Distrito Federal e segue aberta para visitação até o dia 30 deste mês.

A iniciativa evidencia como a educação inclusiva desenvolvida pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) contribui para o reconhecimento de talentos, o desenvolvimento de potencialidades e o protagonismo estudantil.

Obras produzidas por estudantes da sala de recursos de altas habilidades refletem maturidade artística e sensibilidade | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF

Com uma coleção diversificada de temas, técnicas e estilos, as obras revelam criatividade, domínio artístico e diferentes maneiras de interpretar o mundo. Mais do que apreciar os trabalhos expostos, o público é convidado a percorrer narrativas construídas pelos estudantes, refletindo sobre sentimentos, experiências e percepções traduzidas em cores, texturas e formas. As produções demonstram maturidade artística e revelam a singularidade do olhar de cada autor.

Arte sob a ótica dos estudantes e das famílias

Para os jovens artistas, a exposição representa a materialização de um sonho e de muito esforço. Ismael Ferreira, de 9 anos, estudante da Escola Classe 64 de Ceilândia e um dos talentos da mostra, revelou que sua inspiração uniu a cultura pop à experimentação de materiais. “Eu me inspirei em um jogo de que gosto bastante. Usei vários tipos de tinta, tecidos e várias outras coisas. Gostei muito de fazer essa arte e estou muito feliz por estar aqui”, contou.

Estudantes utilizaram técnicas mistas e materiais diversos para dar vida à imaginação

A estudante Emanuela Ferreira, 10 anos, da Escola Classe 33 de Ceilândia, também explorou texturas e volumes para compor sua obra. “A inspiração dessa pintura veio da minha imaginação. Usei massa acrílica, areia, cola, conchas, fita e tecido de cetim, além de tinta acrílica e lantejoulas. Fico muito alegre de ter conseguido concluir a minha obra e gostei muito do resultado”, comemorou.

Por trás de cada produção, há uma rede de apoio que incentiva e acompanha o desenvolvimento desses talentos. Ana Ferreira, mãe de Emanuela, destacou a importância de estimular a criatividade da filha. “Eu a incentivo bastante, apoio e acompanho o dia a dia dela. Tem dia que o quarto é uma bagunça, porque ela coloca tudo ali para facilitar o acesso, mas entendo que faz parte. É muito gratificante ser mãe de artista; é desafiador e a gente aprende todo dia com eles”, compartilhou.

Perspectiva pedagógica e valorização profissional

O secretário-executivo substituto Jean François destacou o brilhantismo técnico, a maturidade estética e a sensibilidade humana dos estudantes

A professora itinerante Gizelly Pires, uma das organizadoras do evento, ressaltou que a iniciativa vai além da apreciação estética e contribui para a construção de projetos de vida. “Valorizar o que estamos trazendo aqui hoje é muito mais do que uma exposição. É valorizar um trabalho feito com dedicação, talento e afeto. O trabalho da sala de recursos se dá por meio de uma conscientização de que as habilidades que eles desenvolvem hoje na escola podem ser aplicadas na vida adulta e na carreira que escolherem”, explicou.

Gizelly também destacou o empenho da equipe escolar e da coordenação regional de ensino de Ceilândia, que garantiram a continuidade das atividades de artes plásticas durante o período de licença médica da professora titular, Cláudia Maciel.

“A Secretaria de Educação tem um compromisso muito forte com a formação cidadã. E essas obras são mais que pinturas: são alma, coração e a sensibilidade de indivíduos únicos que temos na rede e que merecem ser exaltados. Quando viemos a um evento como esse, colocamos a mão no coração e dizemos: ‘Realmente, o nosso trabalho está valendo a pena'”, afirmou o secretário-executivo substituto da Secretaria de Educação, Jean François.

*Com informações da Secretaria de Educação
 

Agencia Brasília

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