As unidades da Fábrica Social na Cidade do Automóvel e no Sol Nascente passarão a funcionar também à noite e aos sábados para que os 742 alunos dos cursos de corte e costura industrial e beleza possam produzir, atender clientes e obter renda fora do horário regular das aulas. A nova dinâmica amplia o uso da estrutura de segunda a sexta-feira, das 18h às 21h, e aos sábados, das 8h às 11h.
A ideia é que as duas unidades funcionem também como espaços de apoio ao empreendedorismo dos alunos. Na prática, os participantes poderão usar máquinas, equipamentos e a orientação dos instrutores para transformar o aprendizado em serviço ou produção própria ainda durante o período de qualificação.
- 📱 Favorite o Agita Brasília no Google e acompanhe as principais notícias do dia
- ✅ Clique aqui para seguir o canal do Agita Brasília no WhatsApp
A governadora Celina Leão afirmou que a abertura da Fábrica Social em novos horários amplia o uso da estrutura pública e fortalece a comunidade. “A Fábrica Social aberta aos sábados para a comunidade é muito bom. Movimenta, dá uma sensação de comunidade, de integração, e pode funcionar como esse comércio coletivo, cooperativo”, disse.
“Aos sábados e todos os dias à noite, nós vamos fazer da Fábrica Social um curso empresarial, em que os alunos possam utilizar toda a estrutura para fazer renda”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes.
Na área de corte e costura, os participantes poderão usar os equipamentos da Fábrica Social para costurar por conta própria. No curso de maquiagem, a proposta é permitir que as alunas atendam clientes dentro da estrutura do programa. “A turma de corte e costura, se quiser costurar por conta própria, vai ter todos os equipamentos da fábrica à disposição para usar da melhor forma, ainda com a ajuda dos instrutores. E as alunas da maquiagem vão poder levar os seus clientes para ocupar uma estrutura que é da comunidade”, explicou o secretário.
Linhas de microcrédito
“A Fábrica Social aberta aos sábados para a comunidade é muito bom. Movimenta, dá uma sensação de comunidade, de integração, e pode funcionar como esse comércio coletivo, cooperativo”
Governadora Celina Leão
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) também pretende conectar os participantes a linhas de microcrédito para financiar ferramentas, máquinas e equipamentos. Segundo Thales, os empréstimos começam em R$ 1 mil e podem ser pagos em até 36 parcelas, com carência de até seis meses, conforme o perfil do empreendimento.
“Esse é um programa de financiamento das primeiras ferramentas ou de novos equipamentos para empresas que já existem. A secretaria vai buscar não só formar, mas também dar instrumentos para que as pessoas possam empreender”, disse o secretário. A proposta também prevê orientação para alunos interessados em atuar de forma coletiva. De acordo com Thales, a secretaria poderá apoiar grupos na organização documental, na estruturação da atividade e na definição do custo do produto ou serviço oferecido.
“Converse com a sua colega, monte uma cooperativa. A gente ajuda na parte documental para que vocês possam se estruturar. Vamos fazer um plano de negócio, estabelecer quanto custa aquele produto ou serviço, para que de fato a gente tenha uma fábrica de empreendedores”, afirmou Thales Mendes.
A Fábrica Social oferece formação gratuita em áreas como corte e costura industrial e beleza. Com a nova proposta, os polos também passam a funcionar como pontos de apoio para que os alunos testem serviços, produzam e iniciem atividades de geração de renda com acompanhamento técnico.








