Em entrevista ao programa CB.Poder, da TV Brasília em parceria com o Correio Braziliense, o secretário-chefe da Casa Civil do Distrito Federal, Gustavo Rocha, destacou os avanços da atual gestão nas políticas públicas voltadas às pessoas em situação de rua no DF.
À frente da coordenação do Plano de Ação para Efetivação da Política Distrital para esse público, Gustavo Rocha enfatizou o compromisso do GDF com iniciativas integradas, estruturadas e, acima de tudo, humanizadas. Um dos destaques foi a inauguração do primeiro Hotel Social permanente do DF, localizado no SAAN, que acolheu 131 pessoas no primeiro dia de funcionamento.
Um diferencial do espaço é a aceitação de animais de estimação dos acolhidos — uma resposta direta a uma demanda antiga. “Se eu estivesse na mesma situação, também não deixaria meus cachorros para trás”, declarou o secretário, ressaltando o respeito aos vínculos afetivos dos assistidos.
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O plano, construído em diálogo com o Ministério Público e alinhado a uma decisão do STF que proíbe remoções forçadas, tem como foco a reinserção social. Entre os avanços, destacam-se:
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Ampliação das vagas em casas de acolhimento (de 300 para quase 1.000),
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Ações de capacitação profissional, como o programa RenovaDF,
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Reserva de 2% das vagas em empresas prestadoras de serviço ao GDF para pessoas em situação de rua.
Outra medida inovadora foi a contratação direta de pessoas em situação de rua para atuarem como ponte entre o governo e os acolhidos. “Eles falam a mesma língua, sabem como se aproximar com respeito e empatia”, comentou Rocha.
O secretário também falou sobre a resistência da população à instalação de novas unidades de acolhimento. Para ele, embora o receio seja compreensível, é preciso reforçar que essas estruturas fazem parte da solução, e não do problema.
Ao final, Gustavo Rocha também compartilhou uma novidade: a criação de pontos de apoio para entregadores de aplicativo, com infraestrutura básica em diversas regiões do DF, por meio do programa Adote uma Praça, em parceria com empresas privadas.
Para o secretário, a missão é clara:
“Não basta tirar a pessoa da rua. É preciso oferecer uma chance concreta de recomeçar.”









