Humanização transforma tarde de paciente no Hospital de Santa Maria

Depois de cerca de um mês internado no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), João Antônio Lourenço, 32 anos, viveu um reencontro que emocionou familiares e profissionais da unidade. A pedido da família, ele recebeu a visita dos cães de estimação Thor e Mel, uma iniciativa que levou um pouco da rotina de casa para o ambiente hospitalar e reforçou a importância da humanização durante o tratamento.

João está internado após intercorrências relacionadas à esclerose lateral amiotrófica (ELA). Segundo a família, a saudade dos animais era um dos assuntos mais frequentes durante os dias de internação. Sensibilizada com o pedido, a equipe da clínica médica organizou o reencontro seguindo todos os protocolos de segurança e higiene.

A mãe de João, Denise Lourenço, conta que a expectativa pelo reencontro era grande.

“Ele estava ansioso para voltar para casa e reencontrá-los. Quando surgiu a possibilidade desta visita, ficamos muito felizes. Acho que esse momento trouxe mais ânimo e força para ele continuar o tratamento e seguir firme na recuperação até poder voltar para casa”, afirma.

João está internado após intercorrências relacionadas à esclerose lateral amiotrófica (ELA). Segundo a família, a saudade dos animais era um dos assuntos mais frequentes durante os dias de internação | Foto: Divulgação/IgesDF

A iniciativa foi organizada por uma equipe multiprofissional, envolvendo profissionais do serviço social, psicologia, fisioterapia e demais áreas assistenciais. Antes da visita, os familiares receberam orientações sobre os cuidados necessários, como vacinação, banho e higiene dos animais, garantindo que o encontro acontecesse com segurança para todos.

Segundo a assistente social Sarah Luiza Azevedo, ações como essa fazem parte da política de humanização adotada pela unidade.

“Organizamos tudo com antecedência para que esse momento acontecesse de forma segura. Quando conseguimos aproximar o paciente daquilo que faz parte da sua vida, também fortalecemos o cuidado e o bem-estar durante a internação”, explica.

Para Sarah, ouvir os pacientes e suas famílias é um dos pilares de uma assistência verdadeiramente humanizada.

“Muitas vezes, ninguém conhece melhor as necessidades do paciente do que os próprios familiares. Quando existe esse diálogo aberto, conseguimos construir um cuidado mais completo, respeitando a história, os vínculos e aquilo que faz sentido para cada pessoa durante o tratamento”, ressalta.

Para o superintendente do Hospital Regional de Santa Maria, Lucas da Silva Santos, a humanização também passa pelo reconhecimento das necessidades emocionais de cada paciente.

“Cuidar vai além dos procedimentos e dos tratamentos. Sempre que é possível, buscamos oferecer uma assistência que considere o paciente em sua integralidade, respeitando sua história, seus vínculos afetivos e aquilo que contribui para seu bem-estar. São gestos como esse que tornam o cuidado ainda mais humano”, destaca.

Entre lambidas, afagos e olhares de carinho, Thor e Mel transformaram a tarde de João em um cenário de reencontro e afeto, mostrando que a humanização também está presente em gestos simples, capazes de fortalecer quem enfrenta o tratamento.

*Com informações do IgesDF

Agencia Brasília

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