Mamulengo Sem Fronteiras celebra 25 anos com extensa programação cultural no DF

Um quarto de século dedicado à arte de brincar com seriedade, fazer rir com sabedoria e compartilhar poesia. Assim é...


Um quarto de século dedicado à arte de brincar com seriedade, fazer rir com sabedoria e compartilhar poesia. Assim é o Mamulengo Sem Fronteiras, grupo fundado em 2000, que em 2025 comemora 25 anos de atuação ininterrupta na valorização, difusão e pesquisa do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste. As comemorações são marcadas por uma vasta programação gratuita em escolas públicas do Distrito Federal, oficinas, exposições, aulas-espetáculo e a estreia de um espetáculo inédito.

Reconhecido nacionalmente como Patrimônio Cultural Imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2015, o mamulengo recebeu, neste ano, o mesmo título pelo Condepac-DF, consolidando sua relevância como pilar vivo da cultura brasileira e reforçando o compromisso com a memória e a identidade popular.

Nesta semana, entre os dias 19 e 22 de agosto, o Mamulengo Sem Fronteiras leva apresentações, exposições e vivências formativas a escolas públicas do DF, promovendo o diálogo entre tradição e educação. 

Há 25 anos, o Mamulengo Sem Fronteiras semeia sorrisos, colhe aplausos, espalha poesia, levando o teatro de Mamulengos aonde o povo está, as comemorações começou no início do ano com o segundo Festival de teatro de bonecos populares no Sesi de taguatinga, na segunda etapa das comemorações, irão passar por várias escolas públicas do DF.

Confira a programação:

O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.

O projeto prevê ainda ações inclusivas e de acessibilidade: parte do material de divulgação será impresso em braille, as apresentações contarão com audiodescrição e intérpretes de Libras. A programação é gratuita e repleta de atividades culturais, como exposição, apresentações, aulas-espetáculo e muitas surpresas para todos o público presente. 

O teatro de bonecos tem raízes tão antigas quanto as próprias histórias humanas. Desde os primeiros tempos, civilizações criaram figuras animadas para explicar o mundo e celebrar o sagrado. Na Grécia e em Roma, os bonecos ganham vida em festas e rituais; na Ásia, especialmente na China, Índia e Indonésia, surgiram como arte milenar, carregando mistérios e religiosidade.

Com as grandes navegações, os bonecos atravessaram oceanos e chegaram à Europa medieval, sendo usados em feiras, igrejas e espetáculos populares. Quando os portugueses aportaram no Brasil, trouxeram esses “presépios de fala” e “bonifrates”, que aqui ganharam sotaque novo. Misturados às culturas africanas e indígenas, transformaram-se em João Redondo, Babau e, principalmente, Mamulengo – expressão genuinamente popular e brasileira.

O Mamulengo, nascido das mãos do povo, tornou-se símbolo de resistência cultural, levando humor, crítica social e poesia às ruas e feiras. 

Reconhecendo sua importância, em 2015 o Mamulengo foi registrado como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN. E em 2025, sua força e tradição foram novamente celebradas ao ser declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal, reafirmando seu lugar como uma das maiores riquezas da cultura popular brasileira.

Conhecido por diversos nomes – Mamulengo, Babau, Cassimiro Coco, João Redondo, entre outros – o teatro de bonecos é expressão genuína da cultura popular brasileira. Nascido da oralidade e do improviso, é ao mesmo tempo comédia e crítica, mito e memória.

No Distrito Federal, essa tradição floresceu graças aos fluxos migratórios, sendo hoje o território com maior concentração de grupos fora do Nordeste. Na pesquisa realizada para o catálogo do Iphan (2020), foram identificados 13 grupos atuantes em todas as regiões do DF. Ao longo de 25 anos, o Mamulengo Sem Fronteiras percorreu festivais na Europa, América do Sul e diversas regiões do Brasil, sempre carregando o riso ancestral e a sabedoria encantadora dos bonecos. Liderado pelo brincante e pesquisador Walter Cedro, o grupo é referência nacional e internacional na preservação dessa linguagem, que é ao mesmo tempo arte, ofício e resistência.

A coordenação Geral é de Walter Cedro, a produção executiva é assinada por Wagner Nascimento e Sandra Tavares com assistência   Bião Cedro, Marcos Felipe, Andressa Sara e Emilly Sintra, Coordenação musical do mestre Keijin, Técnico de Som Douglas Masin e uma  equipe técnica especializada em acessibilidade e comunicação. A ilustração é de Jô Oliveira, fotografia de Fernanda Queiroz, video make Caranguejo,audiodescrição de Lúcia Helena Corrêa da Fonseca, e interpretação em Libras por Ilson Lopes, Mauri Lopes e Josyane Alves. O projeto também se compromete com a solidariedade: durante a temporada, serão arrecadados alimentos não perecíveis para o Instituto Alegria de Viver, com entrega prevista para dezembro.

Serviço

 De 19 de agosto a 3 de setembro de 2025

 Das 8h às 17h

 Escolas públicas do Distrito Federal

 Entrada franca | Classificação livre

 Mais informações: @mamulengosemfronteiras

Fonte: Akash



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