No iLab Segurança 2026, DF apresenta modelo de integração na busca e localização de pessoas desaparecidas

Durante a programação da II Conferência de Segurança Pública — iLab Segurança 2026, realizada em Brasília, gestores da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) apresentaram um painel dedicado à política pública de atenção ao desaparecimento de pessoas, destacando experiências e avanços implementados no Distrito Federal. Intitulado “Governança Federativa e Integração Sistêmica na Política Pública de Atenção ao Desaparecimento de Pessoas no Brasil”, o debate ocorreu nesta quinta-feira (5) e teve como foco a estruturação dessa política pública sob a perspectiva da governança federativa, da integração institucional e da gestão baseada em evidências. 

Na avaliação do secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, sediar um encontro dessa magnitude reforça o protagonismo institucional do Distrito Federal na construção de políticas públicas nacionais. “Brasília se transforma, nestes dias, no principal espaço de diálogo e construção de soluções para a segurança pública brasileira. Ao compartilhar experiências e boas práticas, como as ações voltadas ao enfrentamento do desaparecimento de pessoas, fortalecemos a cooperação entre os estados e contribuímos para a construção de políticas públicas cada vez mais eficientes e integradas para proteger a população”, destacou.

Participaram do debate representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Ministério Público do Distrito Federal e gestores da SSP-DF | Foto: Divulgação/SSP-DF

Estiveram no debate os subsecretários de Integração de Políticas em Segurança Pública (Subisp), Jasiel Fernandes, responsável pela coordenação científica do painel, e de Gestão da Informação, George Couto, que apresentou análises de dados e indicadores relacionados ao tema. Também participaram a gestora do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Polyanna Silvares, e o coordenador-geral de Políticas de Prevenção à Violência e à Criminalidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Leandro Arbogast.

“O enfrentamento ao desaparecimento de pessoas exige governança, integração e decisões baseadas em evidências. Mas também exige sensibilidade para compreender a dor permanente das famílias que convivem com a ausência de alguém que amam. Enquanto houver uma pessoa desaparecida no Distrito Federal, não podemos parar de buscar soluções, aprimorar nossos protocolos e mobilizar instituições para localizar cada uma delas”, observou Jasiel Fernandes.

Enfrentamento aos desaparecimentos

O Distrito Federal continua apresentando um dos melhores índices de localização de pessoas desaparecidas do país, com taxas que variam entre 96% e 98% de pessoas localizadas

Durante a apresentação, os gestores destacaram iniciativas implementadas para fortalecer a resposta institucional aos casos de desaparecimento. Entre elas, a elaboração e a entrega do Plano de Ação para Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas, apresentado em fevereiro deste ano.

O documento estabelece diretrizes estratégicas, fluxos operacionais integrados e protocolos de atuação voltados à ampliação da capacidade de resposta do Estado, com foco na localização rápida de pessoas desaparecidas e na proteção das famílias.

A proposta reforça a atuação articulada entre órgãos de segurança pública, sistema de justiça e rede de proteção social, além de integrar instrumentos nacionais e bases de dados que permitem maior eficiência no acompanhamento dos casos.

Decisão baseada em dados

A experiência do Distrito Federal apresentada no iLab destacou também o papel da integração entre instituições e da análise qualificada de dados na formulação de políticas públicas mais eficientes. Durante sua exposição, o subsecretário George Couto ressaltou a necessidade de padronização na concepção estatística dos dados sobre desaparecimento de pessoas em nível nacional.

Segundo ele, diferentes estados ainda adotam metodologias distintas para contabilizar registros e localizações, o que pode produzir interpretações distorcidas sobre os índices de resolução dos casos. Essa falta de uniformidade prejudica a construção de diagnósticos comparáveis e dificulta a formulação de políticas públicas nacionais mais consistentes.

Couto destacou, ainda, que o Distrito Federal continua apresentando um dos melhores índices de localização de pessoas desaparecidas do país, com taxas que variam entre 96% e 98% de pessoas localizadas. Esses dados deverão constar no Anuário de Segurança Pública do Distrito Federal de 2026, cuja divulgação está prevista para este mês de março.

O objetivo do debate foi demonstrar como a integração sistêmica entre instituições, aliada à gestão baseada em evidências, pode ampliar a efetividade das políticas públicas e fortalecer a proteção de vidas.

iLab

O iLab Segurança 2026 é considerado um dos maiores encontros institucionais de segurança pública já realizados no país. Iniciada oficialmente na noite de terça (3), a conferência reúne em Brasília, até esta sexta-feira (6), secretários estaduais, comandantes-gerais das polícias militares e dos corpos de bombeiros, delegados-gerais, chefes de inteligência, dirigentes de polícia científica e autoridades federais em uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e ao aprimoramento das políticas públicas na área.

*Com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF)

Agencia Brasília

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