Novo equipamento inova atendimento odontológico no Hospital de Santa Maria 

Ficar na posição correta durante um atendimento odontológico pode ser um desafio para muitas pessoas. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), um novo equipamento está ajudando a tornar esse cuidado mais seguro, estável e confortável.

Pessoas com paralisia cerebral, transtorno do espectro autista (TEA), mobilidade reduzida ou dificuldade de adaptação passaram a contar com o colchão a vácuo nos atendimentos odontológicos, ampliando as possibilidades de cuidado.

Colchão é posicionado diretamente ao redor do paciente, ajustando-se ao formato de seu corpo | Foto: Divulgação/IgesDF

O equipamento é moldado diretamente ao corpo. Ainda maleável, é posicionado ao redor da pessoa e, após a retirada do ar, se ajusta ao formato do corpo, ajudando a manter uma posição segura durante todo o procedimento.

“Sem esse tipo de suporte, muitos pacientes se sentem inseguros, como se fossem cair, o que dificulta a colaboração durante o atendimento”

Dryele Ferreira Flores, especialista em saúde bucal

Para incorporar a tecnologia à rotina, a equipe passou por treinamento específico, o que permite utilizar o recurso de forma segura e integrada ao cuidado. A chegada do colchão representa um avanço importante, principalmente para quem tem dificuldade em permanecer na posição adequada durante a consulta.

Mais estabilidade e segurança 

A cirurgiã-dentista Dryele Ferreira Flores explica que o recurso faz diferença especialmente em pessoas com paralisia cerebral, que costumam apresentar dificuldade de equilíbrio.

“Sem esse tipo de suporte, muitos pacientes se sentem inseguros, como se fossem cair, o que dificulta a colaboração durante o atendimento”, aponta. “Quando conseguimos moldar o corpo com o colchão, eles se sentem mais estáveis e tranquilos.”

Segundo a especialista, o equipamento também ajuda em situações em que é necessário manter o paciente mais estável e protegido, como nos casos de movimentos involuntários ou resistência ao procedimento. Antes, esse processo dependia do uso de faixas ou do apoio de acompanhantes e profissionais.  Com o colchão, o procedimento se torna mais organizado e menos desgastante para todos os envolvidos.

Cuidado adaptado a diferentes pacientes

Para a chefe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do HRSM, Erika Maurienn, o uso do equipamento reforça a evolução da assistência na unidade: “Mostra um amadurecimento do serviço que passa a estar mais preparado para lidar com diferentes perfis de pacientes e suas particularidades, respeitando limites e necessidades individuais”.

Ao todo, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) adquiriu 16 unidades do equipamento, que estão sendo distribuídas entre hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs), ampliando o acesso ao recurso em toda a rede.

 

*Com informações do IgesDF

Agencia Brasília

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