Profissionais orientam pacientes e acompanhantes sobre prevenção de engasgos no Hospital da Criança

O Dia Nacional de Atenção à Disfagia, celebrado em 20 de março, foi instituído como forma de conscientizar profissionais de saúde e cidadãos sobre as alterações no ato de engolir alimentos, líquidos ou saliva. Chamando a atenção para a data, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) orientou pacientes e acompanhantes do ambulatório sobre essa condição e apresentou o trabalho da fonoaudiologia.

De perfil terciário, o HCB acompanha crianças que apresentam disfagia devido a alguma doença que requeira tratamento específico: ela pode ser sintoma de alterações do sistema nervoso central, por exemplo, que levem a um quadro de engasgos e tosse. Segundo a supervisora de Reabilitação do HCB, Milene Fleury, é importante que os pais entendam que esses não são os únicos sinais: “A disfagia pode vir associada a uma recusa alimentar, perda de peso, infecções de vias aéreas inferiores recorrentes”.

A manobra de Heimlich foi uma das técnicas ensinadas no ambulatório do Hospital da Criança | Foto: Maria Clara Oliveira/HCB

Integrando a equipe multidisciplinar, a fonoaudiologia atua para trazer mais qualidade de vida para esses pacientes, oferecendo uma via segura de alimentação e adaptando dietas. Durante a ação, crianças e seus responsáveis foram apresentados a alimentos de diferentes consistências e conheceram recursos fonoaudiológicos, como bandagens e massageadores, usados pela equipe do hospital no cuidado com os pacientes. A brigada de incêndio do HCB também participou, explicando a forma correta de se realizar a manobra de Heimlich.

Mãe e filho, Vera Lúcia Ferreira e Thomas Ferreira acompanharam a demonstração dos brigadistas com bastante atenção. “Quando o engasgo acontece, a gente fica desesperada se não sabe o que fazer, se não dá para chamar ninguém. Se a gente sabe tomar a primeira iniciativa, podemos ajudar a salvar uma vida”, afirmou Vera Lúcia. 

Ela considera importante que o filho também saiba quais medidas tomar nesses casos e sempre conversa com o menino sobre formas de agir em casos de emergência. Durante a atividade no HCB, Thomas mostrou seu conhecimento. “Tem uma parte na garganta que abre e fecha, como uma porta. Esse é o lugar onde vai o ar. Se mastigar rápido demais, a porta pode não fechar a tempo e a comida entra no lugar errado”, explicou.

Mãe e filho, Vera Lúcia Ferreira e Thomas Ferreira acompanharam a demonstração dos brigadistas com bastante atenção

Ao longo de 2025, o serviço de fonoaudiologia do HCB prestou mais de dois mil atendimentos, e a principal queixa dos pacientes era sobre alterações relacionadas à deglutição. Milene Fleury ressalta, porém, que todas as crianças e adultos são suscetíveis a engasgos. “Hoje, vivemos na correria, com muitas distrações e nos alimentando enquanto usamos telas, mexendo no celular, televisão. Isso faz com que a pessoa tire um pouco o foco da alimentação e coma mais rápido, sem prestar atenção”, disse a supervisora. Segundo ela, esses detalhes podem gerar uma mastigação ineficiente e fazer a pessoa se engasgar.

Conscientes desse risco geral, Suely Bertolazi e a filha Clarice Bertolazi aproveitaram a ação para tirar dúvidas com as profissionais do HCB e decidiram repassar para a família as orientações que receberam. “Esse evento é bom para estarmos bem informados. Tanta coisa que eu aprendi agora também serve para minha irmã, que mora no Sul; vou passar para ela as informações que a fonoaudióloga deu”, afirmou Suely.

*Com informações do HCB
 

Agencia Brasília

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