Foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (9) a Portaria nº 650, de 6 de junho, que institui oficialmente o Programa Distrital Escola para as Adolescências. Voltada aos estudantes do 6º ao 9º anos do ensino fundamental da rede pública, a iniciativa visa enfrentar desafios como a evasão escolar, a defasagem de aprendizagem e a desmotivação dos alunos nessa faixa etária.
A ação está alinhada ao Programa Escola das Adolescências, criado pelo Ministério da Educação (MEC) por meio da Portaria nº 635, de 10 de julho de 2024, com foco nacional no fortalecimento dos anos finais do ensino fundamental, por meio de apoio técnico-pedagógico e financeiro.
“A implementação do Programa Distrital Escola para as Adolescências é um passo essencial para fortalecer o vínculo dos nossos adolescentes com a escola. Estamos comprometidos em criar espaços mais atrativos, dialogados e que respeitem as especificidades dessa fase da vida”, afirmou Iêdes Braga, subsecretária de Educação Básica da Secretaria de Educação do DF (SEEDF).
Estrutura baseada em cinco eixos
O programa está organizado em cinco eixos estratégicos que orientam ações integradas, levando em conta as necessidades específicas dos adolescentes:
- Governança – Envolve a articulação entre os níveis de gestão da SEEDF, por meio do Comitê do Programa Distrital Escola para as Adolescências (Codipea) e da Rede do Programa (Redipea). O Codipea é formado por representantes técnicos da secretaria e das coordenações regionais de ensino. Já a Redipea contará com articuladores distritais e regionais atuando diretamente nas escolas.
- Formação e acompanhamento pedagógico – Prevê ações de formação continuada e suporte técnico aos profissionais que atuam nos anos finais do ensino fundamental.
- Desenvolvimento curricular e protagonismo estudantil – Busca implementar estratégias que incentivem a participação ativa dos estudantes, com instrumentos e recursos para superar defasagens e recompor aprendizagens.
- Reconhecimento de práticas pedagógicas exitosas – Visa valorizar experiências bem-sucedidas nas escolas, estimulando a troca de saberes entre os profissionais, em iniciativas como o Fórum do Ensino Fundamental.
- Sistema de avaliação – Utiliza os resultados das avaliações educacionais já existentes no DF para subsidiar ajustes e melhorias no programa e na oferta educacional.
A proposta é promover uma abordagem mais sensível às especificidades da adolescência, garantindo não apenas a permanência dos estudantes na escola, mas também a qualidade e relevância do ensino oferecido nos anos finais da educação básica.
Com informações da Secretaria de Educação









