Start BSB reúne startups em encontro do MultipliCidades e amplia conexões no DF 

A construção de um ecossistema de inovação robusto depende da qualidade das conexões estabelecidas entre seus participantes. Foi com esse foco que o programa de incubação MultipliCidades promoveu, no sábado (25), seu primeiro encontro presencial, na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF). Além das equipes executoras, participaram startups e especialistas em um ambiente voltado à troca qualificada e ao fortalecimento de vínculos estratégicos.

Encontro promoveu compartilhamento de experiências e troca de informações sobre desafios comuns | Foto: Divulgação/FAPDF 

A atividade integra o Start BSB – Programa de Startups, da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), uma importante política pública de fomento ao empreendedorismo inovador no DF e na Região Integrada de Desenvolvimento (Ride), que incentiva negócios em diferentes estágios de maturidade com capacitação, mentorias e subvenção econômica.

Interação qualificada 

Ao criar um ambiente de proximidade e abertura, a iniciativa favoreceu o compartilhamento de experiências, a construção de confiança e o aprofundamento das relações entre os participantes.

A troca direta entre empreendedores permitiu, além da exposição de desafios comuns, a identificação de soluções a partir de diferentes perspectivas — fator decisivo para o amadurecimento de startups que ainda estão em fase de estruturação e validação de seus modelos de negócio.

Atividades desenvolvidas pelo grupo do programa possibilita construção de soluções de forma coletiva

Esse tipo de dinâmica contribui para transformar programas de incubação em espaços efetivos de aprendizagem coletiva, nos quais o conhecimento circula de forma orgânica e se traduz em ganhos concretos para os negócios apoiados.

Outro aspecto destacado pelo encontro foi o fortalecimento do senso de pertencimento entre os participantes. Ao possibilitar um contato mais próximo entre os empreendedores, a atividade contribuiu para reduzir o isolamento típico da jornada empreendedora e estimulou a formação de uma rede colaborativa baseada em troca, apoio mútuo e aprendizado contínuo.

Nesse contexto, a incubação deixa de ser compreendida apenas como um conjunto de entregas e passa a operar como uma comunidade de prática — um ambiente no qual experiências são compartilhadas e soluções são construídas de forma coletiva.

Propriedade intelectual 

Um dos destaques do encontro foi a participação do especialista Stenio Diniz, padrinho do programa, que trouxe uma reflexão aprofundada sobre o papel da propriedade intelectual na valorização de startups.

Ele lembrou que ativos intangíveis — como tecnologia, processos e conhecimento estruturado — exercem influência direta sobre o valuation (ou seja, o valor de mercado atribuído ao negócio, considerando seu potencial de crescimento, inovação e competitividade) das empresas, ampliando sua competitividade e seu potencial de atração de investimentos.

A discussão aponta para uma diretriz central no ecossistema de inovação: o crescimento sustentável de startups não está associado apenas à execução operacional, mas também à capacidade de transformar conhecimento em ativos estratégicos, protegidos e reconhecidos pelo mercado.

 

*Com informações da FAPDF

Agencia Brasília

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