O ano de 2025 se consolidou como um marco histórico para o turismo brasileiro. Com a chegada recorde de mais de 9 milhões de turistas internacionais até novembro, o país superou com folga os números registrados antes da pandemia e alcançou um novo patamar de crescimento, impulsionado por políticas públicas, investimentos estruturantes e estratégias de promoção nacional e internacional do setor.
Segundo dados da ONU Turismo, o Brasil liderou o crescimento mundial do turismo receptivo entre janeiro e setembro, com alta de 45%, superando destinos tradicionais como Egito e Japão. Esse desempenho refletiu diretamente na economia: apenas nos 11 primeiros meses do ano, os gastos de turistas estrangeiros somaram US$ 7,17 bilhões, crescimento de 8,4% em relação a 2024.
O fortalecimento do setor também impactou destinos estratégicos do país, como o turismo em Brasília, que se beneficia diretamente da ampliação da conectividade aérea, da modernização da infraestrutura turística e da valorização de eventos institucionais, culturais e internacionais realizados na capital federal. A cidade reforça seu papel como destino de turismo cívico, cultural e de negócios, acompanhando a tendência de alta observada em todo o território nacional.
Entre os destaques do ano está o lançamento do Plano de Marketing Turístico Internacional – Plano Brasis –, desenvolvido em parceria com a Embratur e o Sebrae, que ampliou a visibilidade do Brasil como destino diverso e competitivo. Pesquisa realizada pela Embratur, Visa e Instituto Ipsos apontou que 94% dos turistas estrangeiros avaliaram a experiência no país como boa ou muito boa, com destaque para hospitalidade, gastronomia e hospedagem.
No mercado interno, programas como o “Conheça o Brasil: Voando” estimularam a mobilidade nacional. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam que o país ultrapassou a marca de 50 milhões de passageiros em voos domésticos ainda no primeiro semestre do ano, fortalecendo o turismo regional e urbano.
O crescimento do setor também se refletiu na geração de empregos. De acordo com o Caged, até outubro de 2025 foram registradas mais de 1,5 milhão de admissões formais ligadas ao turismo, com saldo positivo de cerca de 91 mil novos postos de trabalho, reforçando o papel do segmento como motor de desenvolvimento econômico.
Na área de infraestrutura, o Ministério do Turismo concluiu mais de 270 obras e retomou cerca de 300 intervenções em todo o país, incluindo sinalização turística, requalificação de espaços públicos e implantação de Centros de Atendimento ao Turista (CATs). Também foram liberados mais de R$ 574 milhões em financiamentos via Novo Fungetur, fortalecendo empreendedores do setor.
Outro avanço relevante foi a digitalização da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH), que moderniza processos, reduz burocracias e gera dados estratégicos para a formulação de políticas públicas. A agenda de sustentabilidade também ganhou protagonismo, com ações voltadas ao turismo de base comunitária, à valorização de povos tradicionais e à promoção de roteiros culturais, como o Programa Rotas Negras.
Eventos de grande porte, como o Salão Nacional do Turismo, o Prêmio Nacional do Turismo e a realização da COP30, em Belém, reforçaram a imagem do Brasil no cenário internacional e deixaram legados estruturais duradouros. Esse conjunto de ações fortalece não apenas destinos consolidados, mas também capitais como Brasília, que se posicionam cada vez mais como polos estratégicos do turismo nacional.
Para 2026, as perspectivas seguem positivas. A expectativa de aumento da malha aérea, a continuidade dos investimentos e a liderança do Brasil em fóruns internacionais indicam um cenário de expansão sustentável, inovação e fortalecimento do turismo como política de Estado.
Texto por João Lucas Santana









