Uso de inteligência artificial fortalece fiscalização de benefícios socioassistenciais 

Para aprimorar a transparência e garantir a concessão de benefícios sociais a quem realmente precisa, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) desenvolveu um novo sistema de cruzamento e análise de dados para fiscalizar o pagamento de benefícios socioassistenciais dos programas Cartão Prato Cheio, Cartão Gás e DF Social.

Com o auxílio de inteligência artificial, o novo sistema verifica rapidamente, por meio do cruzamento de dados e de um ranking de pontuações, se as informações fornecidas pelos beneficiados possuem inconsistências e irregularidades. 
 

Análise que levava dias, hoje pode ser feita em segundos com o uso de inteligência artificial | Foto: Divulgação/Sedes

 “A inteligência artificial consegue verificar irregularidades, em segundos, utilizando critérios de risco, como no sistema do Serasa. Ela analisa quais são os pagamentos que estão sendo executados com risco de serem feitos de forma indevida, priorizando assim quem de fato depende da política pública”, explica o subsecretário de Governança, Inovação e Educação Permanente da Sedes, Rodrigo Freitas.

“Fizemos testes com a Subsecretaria de Assistência Social, em que o processo de trabalho deles, em média de quatro ou cinco dias, se tornou um processo de poucos segundos, de forma muito objetiva”

Rodrigo Freitas, subsecretário de Governança, Inovação e Educação Permanente da Sedes-DF

Para essa análise, são utilizadas, por exemplo, informações de óbitos, veículos, CNPJ [Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica], capital social, servidores públicos, Cadastro Único, IPTU e registro de imóveis, fornecidas por órgãos como Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), Receita Federal, Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e Secretaria de Economia (Seec-DF).

“A Sedes tem atuado de forma contínua na revisão e fiscalização dos benefícios socioassistenciais. O trabalho técnico e criterioso das equipes, aliado ao uso de novas tecnologias, contribui para reduzir pagamentos indevidos e garantir mais eficiência na aplicação dos recursos públicos, conforme orientação da governadora Celina Leão. Com isso, conseguimos ampliar o alcance da assistência social e atender cada vez mais famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade no DF”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo.

O novo instrumento de investigação foi incorporado ao Sistema Integrado de Desenvolvimento Social (SIDS), que tem as informações dos cadastrados nos programas de transferência de renda da secretaria. As equipes de acompanhamento e fiscalização da Sedes já têm acesso às funcionalidades e estão sendo capacitadas para utilizar a ferramenta. 

“Processos de uma semana foram resumidos a uma análise de alguns segundos, com o uso da IA. Fizemos testes com a Subsecretaria de Assistência Social, em que o processo de trabalho deles, em média de quatro ou cinco dias, se tornou um processo de poucos segundos, de forma muito objetiva”, destaca o subsecretário da Sedes, Rodrigo Freitas.

*Com informações da Sedes-DF

Agencia Brasília

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