A nova Caderneta da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde (MS) foi lançada com atualizações importantes, com avanços tanto na didática quanto no conteúdo do material. Em sua sexta edição, o documento passa a incluir informações sobre saúde mental, prevenção de violência, cuidados paliativos e seguridade social.
“Essa versão recente representa um passo significativo para aprimorar a qualidade da assistência no SUS [Sistema Único de Saúde], especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS)”, afirma a gerente de Apoio à Saúde da Família da Secretaria de Saúde (SES-DF), Simone Lacerda.
Dentre as inovações, a gestora destaca a inclusão do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20), que permite avaliar condições de fragilidade e necessidades específicas de cada indivíduo. O documento contempla, ainda, conteúdos com fontes maiores para aumentar a legibilidade, além de utilizar ilustrações e QR codes — recursos que facilitam o acesso rápido a materiais complementares de educação em saúde, tanto para os usuários quanto para os profissionais.
Apoio essencial
Isso significa que, na UBS [Unidade Básica de Saúde], temos uma visão completa do perfil de cada pessoa idosa, facilitando a identificação precoce de riscos e a elaboração de planos de cuidados personalizados, alinhados às necessidades de cada um e com acompanhamento longitudinal”, detalha.
A gestora defende que o diferencial da APS seja a chamada “capilaridade”, condição em que as UBSs e as equipes de Saúde da Família funcionam como elo entre o planejamento elaborado pelo MS e a garantia de cuidado integral ao maior número de usuários de saúde, em todos os territórios. “Essa estrutura é vital, especialmente porque a população idosa cresce significativamente a cada ano”, aponta. “No Distrito Federal, por exemplo, o Censo IBGE 2022 registra quase 365 mil indivíduos com 60 anos ou mais, o que corresponde a quase 13% da população total”.
*Com informações da Secretaria de Saúde









