Pacientes com menor gravidade que procuram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brazlândia passam a contar, a partir desta sexta-feira (27), com consultas por videochamada no próprio local. A sala de teleconsulta é a décima do Distrito Federal a oferecer o serviço.
Voltado a casos classificados como pulseira verde, o atendimento é feito por um médico à distância, com apoio presencial da equipe de enfermagem. A iniciativa permite dar mais rapidez aos atendimentos de menor complexidade e reduzir o tempo de espera nas unidades.
Após a classificação de risco, o paciente pode escolher como deseja ser atendido: por teleconsulta ou de forma presencial. Quem opta pela videochamada é encaminhado para a sala de telessaúde, onde permanece acompanhado por um profissional durante todo o atendimento. Na sala equipada com televisão, o médico que está no complexo de telessaúde do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), no SIA, avalia o quadro clínico, orienta, prescreve medicamentos e define a necessidade de encaminhamento, quando indicado.
“Hoje apresentamos mais do que uma estrutura. Apresentamos à região uma nova lógica de cuidado que vem sendo construída no Distrito Federal com planejamento, integração e responsabilidade tecnológica”, afirma o presidente do IgesDF, Cléber Monteiro.
“O paciente classificado como verde tem a possibilidade de ser atendido por um médico a distância. Esse profissional escuta, avalia, orienta, prescreve e acompanha, garantindo uma assistência rápida, segura e resolutiva”
Lilian Santos, gerente de Comando Estratégico do IgesDF
Segundo a gerente de Comando Estratégico do IgesDF, Lilian Santos, o cuidado continua o mesmo. “O paciente classificado como verde tem a possibilidade de ser atendido por um médico a distância. Esse profissional escuta, avalia, orienta, prescreve e acompanha, garantindo uma assistência rápida, segura e resolutiva”, reforça.
Desde o início da estratégia, em maio de 2025, mais de 18 mil atendimentos já foram realizados por teleconsulta nas UPAs do DF. Para o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, o modelo tem impacto direto na rotina das unidades. “A nossa média de casos, de cada 10 adultos atendidos por telemedicina, nove têm seus problemas resolvidos nessa modalidade e apenas um precisa evoluir para atendimento presencial. Isso representa mais agilidade e melhor organização dos fluxos dentro das unidades”, pontua.
Na UPA de Brazlândia, a novidade é vista como um avanço para a população. “Agradecemos a todos os envolvidos por esse olhar especial para a nossa região. A UPA é essencial para garantir atendimento aos pacientes que precisam”, afirma a gerente da unidade, Célia Maria.
A administradora regional de Brazlândia, Luciana Lima, também destaca o benefício. “Estamos muito felizes com esse avanço. É uma conquista que fará diferença no atendimento à população”, frisa.
O Distrito Federal passa a contar com dez UPAs com teleconsulta em funcionamento: Vicente Pires, Gama, Ceilândia I, Ceilândia II, Samambaia, São Sebastião, Recanto das Emas, Sobradinho, Paranoá e Brazlândia. “A ampliação do serviço faz parte do planejamento institucional do IgesDF, que prevê a expansão gradual da estratégia para outras unidades, fortalecendo o acesso e a qualidade do atendimento em toda a rede pública de saúde”, completa o presidente Cleber Monteiro.
Além da contratação de novos pediatras, o IgesDF já iniciou o atendimento por Teleconsulta Pediátrica nas UPAs de Sobradinho e Recanto das Emas. A implantação ocorre dentro de um planejamento discutido desde 2025. A estratégia está diretamente relacionada à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, que impactam principalmente o público infantil. Historicamente, o aumento dos casos ocorre entre março e julho.
Futuramente as UPAs de São Sebastião e Ceilândia I, que ofertam atendimento pediátrico, também passarão a contar com o atendimento por videochamada nessa especialidade. Ao ampliar o atendimento antes do período mais crítico, as unidades geridas pelo IgesDF se antecipam à alta demanda, garantindo organização, agilidade e segurança assistencial.
A medida também enfrenta um desafio nacional: a escassez de pediatras, realidade que atinge tanto a rede pública quanto a privada. O modelo amplia o acesso ao especialista e fortalece a capacidade de resposta da rede.
*Com informações do IgesDF









