Distrito Federal mantém maior renda do país em 2025, aponta IBGE; desigualdade regional persiste
O Distrito Federal segue liderando com folga o ranking de renda média mensal por pessoa no Brasil. De acordo com dados da IBGE, divulgados na Pnad Contínua, o rendimento médio na capital federal chegou a R$ 4.401 em 2025 — quase o dobro da média nacional, que ficou em R$ 2.264.
O desempenho é puxado, principalmente, pela forte presença do funcionalismo público em Brasília, onde se concentram cargos com remunerações mais elevadas.
Na sequência do ranking aparecem estados das regiões Sul e Sudeste. São Paulo registra renda média de R$ 2.862, seguido por Rio Grande do Sul (R$ 2.772) e Santa Catarina (R$ 2.752). O Rio de Janeiro também figura entre os maiores rendimentos, com R$ 2.732 por pessoa.
Na outra ponta, o Maranhão tem o menor rendimento médio do país, com R$ 1.231 — valor cerca de três vezes inferior ao do Distrito Federal. Outros estados com baixos rendimentos incluem Acre (R$ 1.372), Ceará (R$ 1.379), Alagoas (R$ 1.401) e Pará (R$ 1.435).
Desigualdade entre regiões
O levantamento evidencia que as disparidades regionais continuam marcantes. As maiores rendas médias estão concentradas no Sul (R$ 2.734), Centro-Oeste (R$ 2.712) e Sudeste (R$ 2.669). Já o Nordeste apresenta o menor rendimento médio, com R$ 1.470, seguido pela região Norte, com R$ 1.558.
Especialistas apontam que fatores estruturais explicam essa diferença, como menor dinamismo econômico, alta informalidade e menor qualificação profissional em regiões mais pobres.
Crescimento recente
Apesar das desigualdades, houve avanço na renda em todo o país. Entre 2024 e 2025, o Centro-Oeste registrou o maior crescimento, com alta de 11,3%. Já o Sul teve a menor variação no período, com aumento de 4,9%.
Na comparação com 2019, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foram as que mais evoluíram, enquanto o Sudeste apresentou crescimento mais moderado.
Os dados reforçam que, embora o Brasil tenha atingido o maior nível de renda média da série histórica, a distribuição ainda é desigual entre estados e regiões.









