Café faz bem ou faz mal? Restaurantes comunitários do DF tiram dúvidas

Pode haver benefícios ou malefícios no consumo do café, a depender dos hábitos de quem toma a bebida. Essas e outras dicas foram destaque, nesta quinta-feira (21), durante as ações de educação alimentar e nutricional promovidas nos restaurantes comunitários do Distrito Federal, em alusão ao Dia Nacional do Café, que será celebrado no domingo (24). O objetivo é incentivar escolhas alimentares saudáveis, destacando o grão como parte da cultura brasileira. 
 

Campanha educativa nos restaurantes comunitários destaca benefícios do consumo moderado do café | Fotos: Divulgação/Sedes-DF

Durante o almoço, servido das 11h às 14h em todos os restaurantes comunitários, foram apresentados quadros informativos, cartilhas e uma mesa com receitas feitas à base de café, como bolo e biscoitos, disponíveis para degustação dos frequentadores das unidades. 

Três a quatro xícaras

A nutricionista do Restaurante Comunitário de Sobradinho, Caroline de Oliveira Castro, destaca que o consumo de três a quatro xícaras de 200 ml de café, quantidade diária recomendada, pode trazer diversos benefícios à saúde. “Contribui para um melhor funcionamento da memória e da concentração, ajuda a proteger a saúde do coração e é rico em antioxidantes e compostos anti-inflamatórios”, explica. 
 

E não é só a bebiba: bolo de café também faz sucesso entre frequentadores dos restaurantes comunitários

Por outro lado, o consumo exagerado pode se tornar um vilão. “Aumenta a ansiedade e o nervosismo, eleva a pressão arterial, pode atrapalhar o sono, piorar os sintomas de gastrite e refluxo e causar dependência”, afirma Caroline. 

A nutricionista explica que o excesso de açúcar na bebida também traz prejuízos. “Reduz os benefícios do café, podendo levar ao ganho de peso e ao desenvolvimento de diabetes”, alerta. 

Escolhas conscientes

“É fundamental que a nossa população saiba que os restaurantes comunitários vão além de servir uma boa comida”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo. “A conscientização sobre o consumo de um alimento habitual pode ter um impacto positivo na saúde dos frequentadores”, acrescenta.

Mensalmente, são realizadas ações educativas em todas as unidades, estimulando a população a fazer escolhas alimentares conscientes, aliadas a práticas que contribuem para a promoção da saúde e da qualidade de vida.

Administrados pela Secretaria de Desenvolvimento Social, os 18 restaurantes comunitários estão localizados em centros urbanos com grande circulação diária de trabalhadores de baixa renda, como as áreas centrais das cidades. Atualmente, 17 deles servem as três refeições diárias — café da manhã (R$ 0,50), almoço (R$ 1) e jantar (R$ 0,50) — e funcionam todos os dias da semana.

*Com informações da Sedes-DF
 

Agencia Brasília

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