A Câmara de Compensação Ambiental e Florestal (Ccaf), do Instituto Brasília Ambiental, se reuniu de forma extraordinária nesta quinta-feira (21), para deliberar sobre novas destinações de recursos oriundos de empreendimentos que geraram impactos significativos nos recursos naturais ou na supressão de vegetação no Distrito Federal.
O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, que também preside a Câmara de Compensação falou um pouco sobre a importância do comitê na execução das políticas ambientais. “É nela que são discutidos e aprovados as verbas que irão beneficiar as nossas unidades de conservação e o Cerrado, de forma geral. A Ccaf prioriza nossas ações e execuções e a aplicação é uma ação que dialoga diretamente com a sociedade”, comentou o gestor da autarquia.
Durante o encontro, foram apresentadas três propostas visando a aprovação entre os membros integrantes: a elaboração de projeto arquitetônico e a execução da reforma da antiga Apub, no Parque Ecológico Burle Marx, para a instalação definitiva do Hospital de Fauna Silvestre (Hfaus); a alocação de recursos para ações participativas, entre as quais consultas públicas e oficinas participativas voltadas às unidades de conservação e a consolidação de uma rede de monitoramento de qualidade da água (RMQA) nas áreas protegidas do DF.
No primeiro item deliberado, uma nova estrutura hospitalar para fauna silvestre, foi demonstrado que a instituição, desde o surgimento em fevereiro de 2024, vem se tornando uma referência devido ao número crescente de atendimentos em um prédio que atualmente é alugado e que tem limitação de espaço. A ideia é que passe a funcionar em prédio público próprio, mais adequado às demandas e com o incremento de novos serviços, com exemplo da reabilitação dos bichos.
O segundo item em pauta foi a reserva de recursos para a promoção de diálogos com a comunidade por meio da realização de reuniões abertas, conselhos gestores, oficinas participativas e consultas públicas visando o fortalecimento das ações voltadas às unidades de conservação distritais.
E o último, a continuidade por dois anos do projeto de monitoramento feito por 37 pontos de medição da qualidade de água em áreas protegidas, com o intuito de garantir que não haja interrupção na série histórica, atendendo a metas legais e estratégicas, e fortalecendo também a gestão ambiental.
Todos os itens foram aprovados por unanimidade pelos componentes da Ccaf, que conta com representantes de diversos setores do Instituto Brasília Ambiental, além da Secretaria de Meio Ambiente.
*Com informações do Instituto Brasília Ambiental









