Alunos do Centro Olímpico e Paralímpico (COP) de Samambaia tiveram uma tarde diferente nesta quinta-feira (21) graças ao projeto Além do Olhar, promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF). A iniciativa levou atendimentos oftalmológicos à unidade, com o objetivo de identificar casos que necessitam de óculos de grau, que serão entregues de forma gratuita posteriormente, e acompanhamento especializado. A ação uniu esforços do Instituto Brasileiro de Conectividade Social (IBCS) e das secretarias de Saúde (SES-DF) e de Esporte e Lazer (SEL-DF).
A governadora Celina Leão esteve presente no evento e comentou a importância de facilitar o acesso da população à saúde visual. Segundo ela, a iniciativa deve passar por diversos centros olímpicos do DF, com oferta de exames de vista e óculos de grau gratuitos. “Já temos a previsão de levar o projeto para três Vilas Olímpicas, para que a gente possa sustentar o esporte também na saúde”, salientou.
Segundo o coordenador do projeto, Guilherme Coelho, as próximas unidades contempladas serão da Estrutural e do Gama, com entrega de 3 mil óculos no total. De acordo com ele, o atendimento funciona em etapas. Primeiro, os participantes passam pela triagem e, caso seja identificada necessidade, vão para avaliação oftalmológica completa.
“Se for comprovado que ele precisa do óculos, entregamos em até 30 dias gratuitamente para o aluno”, afirmou o coordenador, acrescentando que o projeto surgiu após um levantamento apontar que grande parte dos estudantes apresentam dificuldades visuais. “Descobrimos que 80% dos alunos, não só dos centros olímpicos, como também da rede pública, estão precisando de óculos para melhorar o desempenho dentro da sala de aula. O projeto veio com o objetivo de oferecer saúde visual aos estudantes”, afirmou.
O secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, afirmou que o Além do Olhar garante que os alunos tenham as condições necessárias para a prática esportiva. “Sabemos o quanto a questão visual pode ajudar ou até mesmo atrapalhar o desempenho em alguma modalidade esportiva. Nos centros olímpicos temos desde crianças até idosos, então é um serviço de utilidade pública que prestamos para a comunidade”, declarou.
Entre os beneficiados pela ação está a dona de casa Andréia Silva, 51 anos. Ela faz ginástica localizada no Centro Olímpico, enquanto os três filhos praticam voleibol e futebol. “Eu e minha filha fizemos os exames e depois vou trazer meus dois meninos também”, contou. “Saúde da visão é tudo. Sem ela você não consegue ler, pegar um ônibus ou ter sua liberdade”, concluiu.









