O programa Acolhe DF alcançou a marca de 1.163 acolhimentos no Distrito Federal em um período de um ano e três meses de atuação sob a nova fase oficializada pelo Decreto nº 47.423, de 8 de julho de 2025. Desse total, 517 pessoas optaram voluntariamente pelo encaminhamento para comunidades terapêuticas conveniadas, onde recebem suporte especializado para o tratamento da dependência química. Apenas nos últimos 45 dias, a iniciativa coordenada pela Secretaria de Justiça e Cidadania registrou 103 aceitações para tratamento, evidenciando a expansão do alcance social.
Atuação integrada e respeito à autonomia
Sob a coordenação da Secretaria de Justiça e Cidadania, o projeto articula diferentes secretarias e administrações regionais do Governo do Distrito Federal. A linha de frente ocorre por meio da Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas, responsável pela abordagem nas ruas e pelo direcionamento voluntário dos cidadãos. A prioridade é respeitar o tempo e a decisão de cada indivíduo, oferecendo suporte claro e transparente.
“É preciso ouvir, compreender a realidade de cada pessoa e apresentar as possibilidades de cuidado com clareza e respeito. Quando alguém decide aceitar esse apoio, damos um passo importante para que possa iniciar o tratamento e construir novas perspectivas para a própria vida”, destaca Diego Moreno, subsecretário de Enfrentamento às Drogas.
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Estratégias de aproximação nas ruas
As frentes de atuação concentram-se no Plano Piloto, mas também cobrem Taguatinga, Ceilândia e o Hotel Social. Para estreitar os laços com a comunidade, tendas itinerantes são montadas em quadras das asas Sul e Norte, permitindo que servidores orientem o público e recebam solicitações diretamente. Em paralelo, a população conta com atendimento telefônico pelo número (61) 98314-0639 para esclarecer dúvidas e buscar suporte.
Dados recentes mostram que, em um recorte de 45 dias, aconteceram 110 acolhimentos gerais, divididos entre abordagens a pessoas em situação de rua e demandas espontâneas via central telefônica ou órgãos oficiais. Histórias cotidianas demonstram o impacto desse acompanhamento humanizado, focado em devolver a dignidade e a perspectiva de futuro a quem busca ajuda.
Compromisso com a reinserção social
Para o secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, os números consolidam a eficácia de uma política pública estruturada na escuta ativa e na oferta real de oportunidades assistenciais. “O Acolhe DF trabalha para aproximar as pessoas das oportunidades de cuidado que estão disponíveis. Os encaminhamentos para comunidades terapêuticas são realizados a partir da manifestação voluntária de interesse, com orientação e respeito à autonomia de cada pessoa. Nosso compromisso é fortalecer essa rede de atendimento e ampliar o acesso a alternativas que contribuam para a recuperação e a reinserção social”, pontua.









