A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal inaugurou uma nova fase em sua trajetória acadêmica ao realizar, na noite de terça-feira (3), uma aula magna online para recepcionar os matriculados em três formações pioneiras. A instituição integrou ao seu portfólio os cursos de pós-graduação lato sensu focados em autismo, doenças raras e enfermagem obstétrica, ampliando a diversidade e a inclusão de sua grade educacional.
Participação de autoridades e especialistas
O evento virtual contou com a presença da diretora-executiva da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), Vanessa Campos. A ocasião também reuniu especialistas renomados da área e a senhora Maria Célia, mãe da governadora Celina Leão e reconhecida entusiasta da pauta voltada ao autismo.
Abordagem sobre enfermagem obstétrica e autismo
O programa de pós-graduação em enfermagem obstétrica tem a finalidade de habilitar enfermeiros para prestar assistência integral à saúde da mulher durante todo o ciclo gravídico-puerperal. Essa capacitação é voltada tanto para profissionais com graduação em enfermagem que já atuam na rede pública, na saúde suplementar ou de forma autônoma, quanto para aqueles que desejam ingressar no setor.
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Por sua vez, a especialização em autismo foi desenhada para capacitar trabalhadores dos setores de saúde, educação e ramos correlatos, preparando-os para o atendimento humanizado à pessoa autista em sofrimento mental e aos seus familiares, fundamentando-se no Modo da Atenção Psicossocial. O perfil do público-alvo engloba médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas e demais interessados no assunto.
O debate sobre as doenças raras
A abertura oficial abordou a Jornada do Paciente com doenças raras e foi conduzida pela presidente da Associação Maria Vitória de Doenças Raras (AMAVIRaras), Lauda Santas. Com especialização na temática, ela integra o observatório de doenças raras da Universidade de Brasília (UnB), possui título de doutora Honoris Causa em Saúde, além de atuar como cofundadora e vice-presidente da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras (Febrararas).
Durante sua exposição, a especialista destacou a importância do tema, e a “necessidade de formação de profissionais qualificados para atuação de forma multiprofissional, ética e humanizada”. No âmbito da ESP-DF, o conteúdo ministrado na pós-graduação exige evidências científicas, diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e políticas públicas vigentes.
Com a consolidação dessas formações, a instituição reforça o compromisso com a melhoria contínua dos serviços prestados à população local, alinhando rigor técnico e atendimento humanizado.










