Ações simples podem evitar complicações graves, reduzir internações prolongadas e salvar vidas dentro dos hospitais. Nesta sexta-feira (15), quando é celebrado o Dia Nacional do Controle de Infecções Hospitalares, a Secretaria de Saúde (SES-DF) reforça a importância das medidas de prevenção adotadas nas unidades de saúde para proteger pacientes, profissionais e acompanhantes.
Embora seja popular o termo infecções hospitalares, a nomenclatura adotada pelos serviços de saúde é infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras). Isso porque essas infecções podem ser adquiridas em diferentes ambientes, como hospitais, clínicas, unidades de pronto atendimento e demais serviços de saúde.
“Garantimos que hospitais e demais serviços de saúde sigam protocolos e padrões capazes de reduzir a circulação de microrganismos e ampliar a segurança dos pacientes”
Márcia Olivé, diretora da Vigilância Sanitária da SES-DF
“O controle adequado reduz complicações, evita o uso excessivo de antibióticos e diminui casos de internações prolongadas e mortes evitáveis”, afirma a gerente de Risco em Serviços de Saúde da Vigilância Sanitária da SES-DF, Juliana Ruas.
O infectologista Felipe Freitas, do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) alerta para os riscos: “A ausência de um controle eficiente das infecções relacionadas à assistência à saúde aumenta o risco de surtos, transmissão de doenças e proliferação de bactérias resistentes. Já a adoção de medidas preventivas reduz novas infecções e torna a assistência mais segura para pacientes e profissionais”.
Monitoramento contínuo
No DF, o monitoramento das Iras é feito dentro das unidades de saúde, por meio das comissões de controle de infecção hospitalar (CCIHs), e pela Vigilância Sanitária, com ações de fiscalização coordenadas pela Gerência de Risco em Serviços de Saúde (GRSS). Entre as ações da GRSS estão inspeções sanitárias, monitoramento das taxas de Iras, investigação de surtos e capacitação de profissionais sobre segurança do paciente e prevenção.
“Garantimos que hospitais e demais serviços de saúde sigam protocolos e padrões capazes de reduzir a circulação de microrganismos e ampliar a segurança dos pacientes”, afirma a diretora da Vigilância Sanitária da SES-DF, Márcia Olivé.
Entre 2014 e 2025, a SES-DF registrou queda nos três principais tipos de infecção em pacientes internados em UTIs de adultos no DF. Os casos de pneumonia associada à ventilação mecânica caíram 57%, queda que nas infecções primárias da corrente sanguínea foi de 63% e, nas infecções do trato urinário, de 75%. Além de aumentar a segurança dos pacientes, a redução desses índices também contribui para diminuir custos com tratamentos e internações prolongadas na rede pública de saúde.
Em 2025, a GRSS analisou 4.021 notificações de infecções, respondeu a 26 surtos e realizou 75 fiscalizações de alta complexidade. Também promoveu 36 encontros técnicos, capacitando quase mil profissionais. Em 2026, já foram promovidas 50 ações de fiscalização e monitorados seis surtos notificados.
Prevenção começa pelas mãos
Outras medidas incluem uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs), limpeza e desinfecção de ambientes e esterilização adequada de materiais. A orientação para visitantes e acompanhantes é higienizar as mãos antes e depois das visitas, evitar contato com superfícies fora do leito e não visitar pacientes em caso de sintomas gripais ou doenças infecciosas.
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*Com informações da Secretaria de Saúde








