O esporte adaptado no Distrito Federal vem recebendo esforços contínuos para ampliar a inclusão e fortalecer o basquete em cadeira de rodas. Desde 2024, a Secretaria de Esporte e Lazer já entregou 136 cadeiras de rodas esportivas adaptadas para atletas da modalidade. A iniciativa integra uma série de ações que já recebeu mais de R$ 850 mil.
Para o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, a iniciativa reforça uma política contínua de incentivo ao esporte paralímpico. “Hoje, entre as ações que realizamos na Secretaria de Esporte, sempre procuramos ter entre 30% e 40% de atendimento voltado para pessoas com deficiência. A gente tem atendido em várias frentes, tanto com a Bolsa Atleta, o Compete Brasília e esses fomentos, para que isso se potencialize”, afirma.
Somente em junho do ano passado, foram repassados R$ 713.966,92 para ampliar o apoio ao basquete em cadeira de rodas e fortalecer a estrutura oferecida aos atletas. Segundo o vice-presidente da Federação de Basquete em Cadeira de Rodas, Marcelo Bezerra, os equipamentos possuem características específicas e são produzidos conforme as necessidades de cada atleta.
“Cada deficiência exige adaptações específicas. Eu, por exemplo, sou cadeirante paraplégico, então a minha cadeira é mais baixa que a de um atleta amputado. Outro ponto importante é que as cadeiras só podem ser usadas dentro da quadra. Elas ficam no local de treinamento, principalmente pela dificuldade de transporte”, explica.
Marcelo Bezerra defende que a continuidade das ações do Governo do Distrito Federal (GDF) tem contribuído para fortalecer a modalidade. “Os projetos são anuais. A gente entra com o pedido de recurso na Secretaria de Esporte para realizar os campeonatos e comprar equipamentos. O primeiro projeto garantiu 96 cadeiras, em 2024. O segundo viabilizou 40 cadeiras, em 2025. Agora, o terceiro está pedindo mais 12 cadeiras para 2026”, diz.
Além da renovação dos equipamentos, os recursos também têm contribuído para ampliar o calendário de competições. “Ano passado, tivemos a Copa Brasília, que trouxe equipes de fora, como as de Goiás e Minas Gerais. Neste ano, teremos oito equipes na competição: quatro de Brasília e quatro de fora. A segunda edição da Copa Brasília será em setembro”, adianta.
“Neste ano, a federação vai fazer um diferencial, com o apoio da Secretaria de Esporte: vamos realizar um Campeonato Regional do Centro-Oeste, em dezembro. Será uma edição inédita, reunindo equipes de Goiás, Mato Grosso, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul”, complementa.
Estrutura e inclusão
O GDF também tem ampliado o acesso ao esporte por meio dos Centros Olímpicos e Paralímpicos (COPs). Renato Junqueira garante que as unidades oferecem atendimento especializado para pessoas com deficiência, com acompanhamento de profissionais e atividades voltadas ao desenvolvimento físico, motor e social.
“Há acompanhamento específico de profissionais e monitores que têm a expertise para trabalhar as modalidades com os paraatletas, gerando inclusão. A gente pensa no alto rendimento, mas também pensa nas pessoas com deficiência que estão sendo incluídas por meio dos projetos”, ressalta o secretário.
Atualmente, estão abertas 12.426 vagas distribuídas em 12 unidades espalhadas pelo DF, com inscrições disponíveis até 11 de dezembro pelo Sistema de Inscrição dos Centros Olímpicos e Paralímpicos.
Distribuição das vagas por unidade
Ceilândia (Setor O): 1.793 vagas
Estrutural: 1.719 vagas
Brazlândia: 1.354 vagas
Planaltina: 1.297 vagas
Samambaia: 1.265 vagas
Ceilândia (P Norte): 853 vagas
Recanto das Emas: 853 vagas
Gama: 793 vagas
Sobradinho: 713 vagas
Santa Maria: 702 vagas
São Sebastião: 664 vagas
Riacho Fundo: 420 vagas








