O talento de jovens atletas da rede pública de ensino do Distrito Federal tem ganhado destaque nos Jogos da Juventude 2026. Fruto dos Centros de Iniciação Desportiva (CIDs), a equipe de basquete feminino mostra que o esporte vai muito além da competição, servindo como uma ferramenta essencial de transformação social e disciplina para estudantes brasilienses.
A força do projeto nas quadras A preparação dessas jovens começou muito antes da viagem para a competição nacional. Alice Duarte, de 17 anos e aluna do CEM 01, é um dos nomes de referência do grupo. Ela iniciou sua jornada esportiva no CID do Gama em 2023 e ressalta o impacto do basquete em sua trajetória pessoal.
“É uma oportunidade gigantesca estar aqui. São coisas que a gente vive, que o basquete proporciona, porque com as condições que a gente tem não daria para viver tudo isso. O basquete é minha vida, onde eu me sinto bem e quero estar”.
- 📱 Favorite o Agita Brasília no Google e acompanhe as principais notícias do dia
- ✅ Clique aqui para seguir o canal do Agita Brasília no WhatsApp
Desenvolvimento e intercâmbio cultural A evolução das atletas é acompanhada de perto por profissionais experientes, como Márcia Campos, que atua no CID Guará. Com duas décadas de dedicação ao basquete, a técnica enfatiza que a participação em eventos fora do Distrito Federal é fundamental para o amadurecimento das jovens.
“Eu passei desde a educação infantil até o ensino médio. Recebi um presente com essa abertura do CID Guará e desde então acompanho as equipes das escolas nos Jogos Escolares, participando de outras competições também”. Márcia acrescenta: “Eu tive a oportunidade de acompanhar a edição de 2024, e a gente percebe essa evolução, crescimento das meninas. É importante que elas saiam dessa redoma do DF e conheçam outras culturas, outros hábitos”.
Histórias de superação em Ceilândia Para Lohainne Siqueira e Karla Vitoria Gomes, estudantes do CED 16 de Ceilândia, o esporte representa uma via de ascensão e representatividade. Lohainne, que começou a jogar incentivada pelo irmão e por professores, destaca o valor da oportunidade:
“Ter essa oportunidade é muito bom, porque a gente representa não só o DF, mas também pessoas que não têm tantas oportunidades”.
Já Karla encontrou no basquete o seu lugar após experimentar diversas outras modalidades. “Tentei todos os esportes: balé, ginástica, karatê, jiu-jitsu, mas só me encontrei no basquete. Fui tentando de tudo, mas não estava dando certo”. Ela conclui: “O basquete é uma paixão, quando a gente joga, esquece tudo, não liga para nada que acontece lá fora. Quero ficar velhinha jogando basquete”.
Visão técnica e futuro O desempenho da equipe, que recentemente superou o Maranhão por 40 a 23, reflete o trabalho estratégico dos treinadores. O técnico Raul Silveira, o Chambinho, destaca que o foco atual é o amadurecimento mental das jogadoras. “O basquete é um jogo de tomada de decisões rápidas, um jogo mental. Muitas vezes, as atletas precisam estar mentalmente bem para desempenhar bem dentro de quadra, então não tem muito tempo de reação. Todas do time são bem novas, estamos plantando uma semente para colher daqui uns dois anos. Só a Alice que é experiente nos Jogos da Juventude”, finaliza.










