A Secretaria de Saúde (SES-DF) reforçou a segurança das unidades de saúde do Distrito Federal. Cerca de sete mil câmeras de vigilância já estão instaladas, protegendo 254 unidades, incluindo hospitais, unidades básicas de saúde (UBSs), policlínicas, centros de atenção psicossocial (Caps), farmácias, bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu DF), entre outras instalações.
A vigilância é integrada. As imagens são acompanhadas em tempo real tanto em centrais de monitoramento regionais, localizadas nos hospitais, quanto na central de monitoramento global, situada no Centro Integrado de Operações de Brasília, onde é possível acompanhar o movimento em todas as unidades monitoradas.
Para o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, a implementação do sistema representa um avanço fundamental na gestão da rede pública. “Nossa prioridade é oferecer um ambiente de cura e acolhimento. Para a população, esse monitoramento significa um atendimento com mais ordem e proteção. Já para os nossos servidores, a ferramenta vai garantir que profissionais de saúde possam exercer suas funções focados apenas no cuidado ao paciente”.
Como funcionam
O sistema de vigilância conjuga equipamentos tecnológicos, que incluem câmeras, e força de trabalho humana (vigilantes e supervisores). O contrato envolve, ainda, sistemas de controle de acesso, com o uso de tecnologias como leitores biométricos e fechaduras eletromagnéticas. Tudo é integrado, havendo alertas para situações consideradas atípicas.
De acordo com o secretário executivo de Gestão Administrativa da SES-DF, Valmir Lemos, os sistemas de segurança mais eficazes utilizam mais de um único recurso técnico. “Ao integrar o serviço de vigilância patrimonial ao sistema de monitoramento eletrônico, a Secretaria de Saúde passa a cobrir um raio maior de áreas que uma pessoa teria dificuldades de atender. É um excelente investimento da pasta para a segurança de pacientes, servidores, prestadores de serviços e pessoas em geral”.
Hoje, estão em operação 7.132 câmeras, mas o número total passará de 12 mil. A instalação dos sistemas de controle de acesso já foi realizada no Parque de Apoio da Saúde, localizado no SIA, e nas unidades do Gama e de Santa Maria. A previsão é de que em maio seja implantado também no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e no prédio da Administração Central da SES-DF.
Ao todo, serão 1,2 mil leitores biométricos, 1,2 mil fechaduras eletromagnéticas, 592 novas cancelas de acesso com leitores faciais e 36 detectores de metais.
Mais vigilantes
De acordo com o Subsecretário de Infraestrutura em Saúde da SES-DF, Leonídio Pinto Neto, os equipamentos são necessários para garantir a segurança de pacientes, acompanhantes e profissionais, além de ajudar a combater crimes como depredação de bens públicos. “Com o advento da tecnologia, esse serviço traz uma tranquilidade maior. A câmera coíbe o invasor, coíbe a pessoa que está pensando em cometer um ato ilícito”, afirma o gestor.
O subsecretário lembra que a SES-DF também está em fase de ampliação do efetivo de vigilantes. Durante o dia, serão 732 postos de trabalho, sendo 147 com profissionais armados. À noite, serão 546 postos, incluindo 157 com profissionais armados. Tanto no período diurno quanto no noturno, haverá 32 profissionais motorizados.
“Trabalhamos em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), que também vai poder monitorar essas imagens e trazer uma maior agilidade na apuração de alguma ocorrência”, acrescenta Neto.
O serviço de segurança traz alguns requisitos, como seguir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), para garantir a privacidade de todas as pessoas que passam pelas unidades de saúde, bem como de quem faz o cadastro para acesso. Outro aspecto previsto no contrato é que, ao longo da vigência, a empresa deve fazer a modernização das tecnologias para versões mais novas que possam vir a ser lançadas. A manutenção dos equipamentos também já está prevista.
A distribuição dos vigilantes e dos equipamentos em cada unidade de saúde tem como base as características de cada local, variando conforme a área total, os acessos e os pontos considerados sensíveis, como setores restritos, almoxarifados e farmácias. A Subsecretaria de Infraestrutura da SES-DF também fez a adaptação de pontos de energia, dutos, suportes e de redes de dados para permitir a instalação dos novos equipamentos.
*Com informações da Secretaria de Saúde









