A Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), integra um importante projeto internacional voltado para a avaliação das políticas e práticas de saúde escolar no Brasil e em Portugal. A instituição atua como participante, no Distrito Federal, da pesquisa “Adaptação e validação da versão brasileira e portuguesa do Global School Health Policy and Practices Survey (G-SHPPS) avaliação e comparação de políticas e práticas de saúde escolar no Brasil e Portugal”.
O estudo, que no Brasil é coordenado pela professora Bruna Martins de Freitas, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), reúne instituições de ensino superior brasileiras e portuguesas com o objetivo de fortalecer a produção de evidências científicas sobre saúde escolar e contribuir para o aprimoramento de políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes.
O projeto, aponta Manuela Costa Melo, está estruturado em três etapas. “A primeira, já concluída e com artigo publicado, envolveu a adaptação e validação transcultural do instrumento G-SHPPS para os contextos brasileiro e português”, explica.
Saúde escolar
“Atualmente, os pesquisadores realizam a coleta de dados das etapas seguintes, que incluem a avaliação das políticas e práticas de saúde escolar com profissionais da educação e da enfermagem, além de uma pesquisa participativa com adolescentes por meio da metodologia photovoice, baseada em registros fotográficos e narrativas produzidas pelos próprios estudantes”, detalha a professora.
“Os resultados da pesquisa poderão auxiliar os países na definição de prioridades, no estabelecimento de programas e normas e na viabilização de recursos para essa área”
Manuela Costa Melo, especialista do curso de enfermagem da Escs
Alinhado às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o projeto vai ao encontro do que a organização defende em relação ao fortalecimento da promoção da saúde no ambiente escolar.
A publicação Guideline on School Health Services, da OMS, avalia que os serviços de saúde escolar existentes em muitos países são frequentemente insuficientes, não baseados em evidências científicas, subfinanciados e implementados de forma limitada.
“Os resultados da pesquisa poderão auxiliar os países na definição de prioridades, no estabelecimento de programas e normas e na viabilização de recursos para essa área”, enfatiza Manuela.
“O estudo é fundamental para disponibilizar as versões brasileira e portuguesa do G-SHPPS para uso posterior em outras regiões, permitindo avaliar as características das políticas e práticas de saúde escolar desenvolvidas no Brasil e em Portugal, bem como mapear os tipos de ações realizadas pelos profissionais de enfermagem”, explica a coordenadora.
*Com informações da Fepecs









