Exposição Fantasia Concreta segue aberta em Brasília

Mostra de Camilla Siren no Espaço Cultural Renato Russo reúne 60 obras inéditas e propõe um mergulho no universo da imaginação
Exposição ‘Fantasia Concreta’ segue aberta à visitação no Espaço Cultural Renato Russo

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Exposição Fantasia Concreta

, assinada pela artista visual Camilla Siren, permanece em cartaz na galeria Rubem Valentim, situada no Espaço Cultural Renato Russo. A mostra apresenta um conjunto de mais de 60 produções inéditas, incluindo esculturas, pinturas, bandeiras e flâmulas, que buscam provocar reflexões sobre temas como memória, natureza, infância e o potencial criativo.

Trajetória e conceito artístico

O projeto, viabilizado por meio de recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), marca um novo momento na carreira da artista, que acumula mais de dez anos de experiência em linguagens como o graffiti e o muralismo. A curadoria foi pensada para que as peças dialoguem entre si, formando uma narrativa imersiva que convida os visitantes a criarem seus próprios significados.

“A cultura transforma espaços e amplia horizontes, e iniciativas como Fantasia Concreta mostram a força da arte em despertar a imaginação, estimular a criatividade e aproximar diferentes públicos”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa, Fernando Modesto. “O apoio do Fundo de Apoio à Cultura é fundamental para que artistas do Distrito Federal possam desenvolver seus projetos, apresentar novas perspectivas e promover experiências que dialoguem com a comunidade. É também uma oportunidade de fortalecer a produção artística local e ampliar o acesso da população à cultura.”

Divisão temática e experiência sensorial

O acervo está estruturado em três eixos principais: Realismo Mágico, Devaneios e Contos Fantásticos. Para enriquecer o contato do público, a mostra utiliza recursos lúdicos, como a instalação de um retroprojetor, que evoca memórias escolares e afetivas.

“Depois de tantos anos produzindo na rua, quis experimentar a galeria como um espaço onde pudesse reunir diferentes obras, construir relações entre elas e desenvolver uma narrativa contínua”, explica Camilla Siren.

Integração com a comunidade e educação

Além das peças expostas, o projeto promove ações educativas. Um desenho desenvolvido em conjunto com alunos da Escola Parque 210/211 Sul faz parte do conteúdo da galeria. Adicionalmente, estudantes do Instituto Federal de Brasília (IFB), campus Taguatinga, participaram de oficinas sobre cultura hip-hop e técnicas de graffiti.

“Me interessa resgatar o encantamento, a delicadeza e a capacidade de imaginar que muitas vezes vamos deixando de lado à medida que crescemos”, pontua. “Quero criar um espaço que convide as pessoas a desacelerar, se reconectar com a imaginação e encontrar esperança por meio da arte.”

A artista, que desde 2014 foca seu trabalho na representação feminina e na ocupação urbana, reafirma nesta mostra sua identidade, convidando o espectador a um resgate da subjetividade. “Me interessa resgatar o encantamento, a delicadeza e a capacidade de imaginar que muitas vezes vamos deixando de lado à medida que crescemos”

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