Uma nova iniciativa da Secretaria de Turismo do Distrito Federal e do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal busca mapear o comportamento dos visitantes e consolidar dados estratégicos para o desenvolvimento do setor na capital. O levantamento abrange aspectos como o fluxo de turistas, a arrecadação econômica, o mercado de trabalho local e a expansão de atividades voltadas ao contato com o meio ambiente.
Novos horizontes além dos monumentos
Embora a cidade seja mundialmente conhecida por sua arquitetura e pelo circuito urbano tradicional, o território brasiliense apresenta forte vocação para o ecoturismo e passeios ao ar livre. Espaços arborizados, trilhas, cachoeiras e propriedades rurais integram uma oferta diversificada que inclui experiências gastronômicas, turismo de aventura, além de iniciativas como as Rotas do Vinho e a Rota dos Queijos que valorizam os sabores locais e a vida no campo.
Conexão com destinos da região
O estudo também analisa o comportamento de quem utiliza a capital como ponto de partida para explorar cidades vizinhas e atrativos do Entorno, a exemplo da Chapada dos Veadeiros e de Pirenópolis. Compreender essa dinâmica permite que o governo e a iniciativa privada estruturem parcerias mais sólidas, aprimorem serviços e estimulem a permanência prolongada dos visitantes na região.
- 📱 Favorite o Agita Brasília no Google e acompanhe as principais notícias do dia
- ✅ Clique aqui para seguir o canal do Agita Brasília no WhatsApp
“Conhecer o perfil de quem visita Brasília é fundamental para planejarmos ações mais eficientes e fortalecermos o nosso destino. Temos uma diversidade de experiências que vai muito além dos monumentos, com opções de turismo de natureza, aventura, turismo rural e experiências gastronômicas. Precisamos compreender o que leva o visitante a escolher Brasília, quais lugares ele procura conhecer e como podemos ampliar sua permanência e suas experiências na região. Para isso, a participação de todo o setor turístico é essencial”, destaca o secretário de Turismo do DF, Bernardo Antunes.
Engajamento da cadeia produtiva
Com duração de 30 dias e coleta de dados realizada em ambiente digital, o projeto depende do apoio direto de hotéis, agências de viagens, bares, restaurantes e empreendimentos rurais para incentivar a adesão do público. O objetivo é reunir informações detalhadas sobre a origem dos viajantes, o tempo de permanência e o interesse por roteiros alternativos.
O diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino, destaca que “o conhecimento sobre o perfil e a experiência dos turistas é fundamental para o planejamento estratégico do setor. Esta pesquisa permitirá ao poder público atuar com base em evidências, tornando Brasília um destino cada vez mais competitivo e preparado para receber visitantes que vêm de todas as partes”.
Werner Bessa, da Diretoria de Estudos e Políticas Ambientais e Territoriais do instituto, chama a atenção para “a importância da cooperação entre a Setur-DF e o IPEDF/Codeplan que prevê a realização dos estudos, o compartilhamento de informações e a divulgação dos resultados nos canais institucionais dos órgãos. O trabalho conjunto também inclui esforços para ampliar a divulgação das pesquisas e mobilizar instituições, entidades e organizações ligadas ao turismo.”
A união entre o poder público e os agentes produtivos garante a construção de um diagnóstico abrangente, servindo de base para futuras decisões que visam diversificar a oferta de lazer, atrair novos investimentos e dinamizar a economia regional.










