GDF apresenta política para desaparecidos em congresso internacional

Iniciativas da segurança pública do Distrito Federal foram debatidas por pesquisadores de 17 países na Universidade de Brasília.
GDF apresenta política de atenção a desaparecidos e DF 360 em conferência internacional

Pela primeira vez na programação da Reser, experiências desenvolvidas pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) foram apresentadas a pesquisadores e especialistas de diferentes países, com destaque para o atendimento humanizado e o uso de tecnologia na busca por pessoas. O evento ocorreu na Universidade de Brasília (UnB) e reuniu representantes de 17 nações entre os dias 28 e 30 de outubro.

Inovação e serviços públicos em debate A 36ª edição da Conferência Internacional Reser aconteceu pela primeira vez na América Latina com o tema “Estudos de Serviços 2030: Avanços e Desafios para Serviços Responsáveis e Sociedades Resilientes”. Promovido pela Associação Europeia de Pesquisa em Serviços em parceria com a Rede Latino-Americana e do Caribe de Pesquisa em Serviços, o encontro registrou 140 participantes de países como França, Argentina, Itália, Suíça, Chile, Dinamarca, Peru, Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Japão e Portugal.

Acolhimento humanizado e integração institucional Durante o encontro, a SSP-DF detalhou a política de atenção a desaparecidos, instituída pelo Decreto nº 47.653, de 2 de setembro de 2025. O modelo estabelece diretrizes para a atuação articulada entre segurança pública, saúde, assistência social, justiça e direitos humanos, garantindo suporte adequado aos familiares.

Para a subsecretária de Integração e Segurança Cidadã da SSP-DF, Larissa Cristiane de Jesus, a atuação conjunta é essencial para evitar a fragmentação dos atendimentos e fortalecer a continuidade das ações. “O desaparecimento de uma pessoa exige uma resposta articulada do Estado, com atenção humanizada aos familiares. A política distrital fortalece essa integração e coloca as pessoas no centro do atendimento”, ressalta.

Tecnologia aplicada ao monitoramento Outro destaque foi o uso do programa DF 360, plataforma que reúne cerca de 15 mil câmeras e dispositivos integrados de monitoramento público e privado. A ferramenta utiliza recursos de inteligência artificial, reconhecimento facial, identificação veicular e georreferenciamento para auxiliar as forças de segurança nas diligências.

Para o secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, a participação no evento permitiu expandir o diálogo entre a gestão pública e o conhecimento científico. “Levar a experiência do DF para um espaço internacional de discussão é importante porque demonstra que a segurança pública vai muito além da atividade policial. Estamos falando de uma política que envolve integração entre instituições, acolhimento às famílias, produção de conhecimento e aplicação de tecnologia para proteger vidas. O desaparecimento de uma pessoa exige uma resposta rápida, humanizada e coordenada. Ao compartilhar nossas práticas e conhecer experiências de outros países, fortalecemos esse trabalho e ampliamos as possibilidades de aprimorar os serviços oferecidos à população”, destaca o secretário.

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