O Governo do Distrito Federal (GDF) oficializou novas diretrizes para blindar a produção rural contra riscos fitossanitários. Por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), foi instituído o Plano Distrital de Contingência para Pragas Quarentenárias e de Interesse do Distrito Federal (PDC-PQI/DF). A medida, publicada na Portaria nº 408, visa antecipar ameaças, detectar focos precocemente e assegurar uma resposta ágil para proteger a economia do campo e o meio ambiente.
Estrutura de proteção e resposta rápida
Para viabilizar as ações, foi criado o Grupo Distrital de Emergências Fitossanitárias (GDEF). Este colegiado tem a missão de elaborar protocolos, definir fluxos de atuação e realizar o monitoramento constante de pragas. Além disso, o grupo será responsável por organizar treinamentos e exercícios simulados, seguindo a lógica de preparação já vista em outras frentes do GDF, como em exercícios reforçam preparação do DF para grandes eventos com simulados de emergência.
Sobre a importância da iniciativa, o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF, Rafael Bueno, destaca o planejamento estratégico: “Proteger a produção agrícola exige planejamento, prevenção e capacidade de resposta. Com esse plano, estamos fortalecendo a atuação da defesa sanitária vegetal e estabelecendo procedimentos para que possíveis ameaças sejam identificadas e enfrentadas com rapidez e segurança. Esse é um dos principais objetivos do GDF: preservar a sanidade das lavouras, proteger os produtores e reduzir os riscos de prejuízos para o setor agrícola do Distrito Federal”.
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Foco em pragas prioritárias
O plano estabelece uma lista inicial de prioridades, incluindo o Huanglongbing (HLB) — conhecido como greening dos citros —, o cancro cítrico e o cancro bacteriano da videira. A Seagri-DF possui autonomia técnica para incluir outros patógenos na lista, baseando-se em critérios como o impacto econômico e o potencial de disseminação na região.
O subsecretário de Defesa Agropecuária, Vinicius Eustáquio, ressalta que a organização prévia é o pilar do sucesso da estratégia: “Uma emergência fitossanitária exige atuação coordenada, conhecimento técnico e agilidade. A criação desse grupo permite organizar previamente os procedimentos, integrar as equipes e aprimorar a capacidade de investigação e resposta”.
Monitoramento e colaboração
A vigilância será contínua, contando com inspeções rigorosas e o monitoramento das propriedades. O GDF reforça que a colaboração dos produtores é essencial: qualquer suspeita deve ser comunicada imediatamente ao Órgão Distrital de Defesa Sanitária Vegetal (ODDSV), que será responsável pela coleta de amostras e análises laboratoriais.
O projeto não atua isolado. A Seagri-DF buscará a integração com instituições de pesquisa e órgãos ambientais para ampliar a eficácia do combate. Essa articulação é vista como fundamental para consolidar a GDF amplia ações de defesa sanitária animal com nova equipe gestora, demonstrando que a sanidade agropecuária é uma prioridade transversal do governo.










