A Secretaria de Turismo do Distrito Federal e o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal uniram forças para desenvolver estudos aprofundados sobre o setor turístico local. Com o nome de ‘Perfil e Experiências do Turista no Distrito Federal’, a iniciativa busca compreender a identidade dos visitantes, as motivações de viagem, as atividades realizadas durante a permanência e a avaliação geral da experiência na cidade.
Metodologia em duas etapas
O projeto está dividido em dois momentos distintos. A primeira fase analisa os dados do módulo de Turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística desde 2019. Esta é a primeira vez que tais índices recebem um recorte analítico exclusivo para a capital. A segunda etapa envolve entrevistas presenciais conduzidas por equipes de campo em terminais de grande circulação.
“Conhecer o perfil de quem visita Brasília é fundamental para planejarmos ações mais estratégicas e eficientes para o desenvolvimento do turismo no Distrito Federal. Com essa pesquisa, vamos entender melhor as motivações dos visitantes, suas experiências e suas expectativas em relação à cidade. Essas informações vão ajudar a Setur-DF a aprimorar a promoção do destino Brasília, valorizar nossos atrativos e fortalecer toda a cadeia produtiva do turismo, contribuindo para a geração de emprego, renda e novas oportunidades para o setor”, destaca o secretário de Turismo do DF, Bernardo Antunes.
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Abordagem nos terminais
As entrevistas presenciais acontecem entre 4 e 27 de novembro de 2026, focando em viajantes que preparam o retorno aos estados de origem. Serão totalizados 1.800 formulários respondidos, divididos igualmente entre o Aeroporto Internacional de Brasília e a Rodoviária Interestadual. O questionário abrange dados demográficos, canais de planejamento, hospedagem, mobilidade e o grau de satisfação com o destino.
“Brasília é um hub aéreo muito importante para o país. Daqui saem voos para todas as capitais do Brasil. Muitas pessoas passam por aqui, mas nunca saem do aeroporto, não conhecem a cidade. O questionário possui um bloco para investigar se as pessoas que estão apenas de passagem pelo aeroporto estariam dispostas a estender esse tempo de espera para passear, conhecer nossos atrativos e consumir na cidade antes de seguir viagem. Com esses dados em mãos, o governo e o setor privado poderão criar estratégias eficientes para reter esse passageiro de conexão”, declara Manoel Clementino Barros Neto, diretor-presidente do IPEDF/Codeplan.
Visão técnica complementar
A união entre os dados domiciliares do IBGE e a escuta ativa nos terminais garante um panorama robusto. Enquanto a base estatística nacional dimensiona fluxo e gastos globais, a sondagem direta capta a percepção subjetiva de quem conclui a jornada.
“Os dados da PNAD são fundamentais para estimarmos a quantidade de pessoas que viajaram para o DF, de onde essas pessoas vieram, quais foram as motivações e os gastos da viagem, mas eles não trazem informações sobre a avaliação da experiência no destino. Daí, a importância de um questionário aplicado presencialmente, ouvindo pessoas que estão concluindo sua visita no DF e podem fornecer essas percepções. As duas estratégias de pesquisa, portanto, são complementares”, destaca Marcela Machado, Diretora de Estudos e Políticas Sociais do IPEDF.
O levantamento consolida a Política de Turismo do DF ao fornecer evidências concretas para o direcionamento de políticas públicas, melhorias na infraestrutura e campanhas promocionais mais assertivas para o setor.










